EM PORTO VELHO, POVOS DA AMAZÔNIA CELEBRAM REVOGAÇÃO DO DECRETO Nº 12.600/2025 E REFORÇAM MOBILIZAÇÃO PERMANENTE.

Professor Joelson
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EM PORTO VELHO, POVOS DA AMAZÔNIA CELEBRAM REVOGAÇÃO DO DECRETO Nº 12.600/2025 E REFORÇAM MOBILIZAÇÃO PERMANENTE.

A revogação do Decreto nº 12.600/2025, anunciada pelo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na segunda-feira (23), repercutiu com intensidade na capital rondoniense. Em Porto Velho, diversos povos da Amazônia reuniram-se nas proximidades da área portuária para uma manifestação pacífica, marcada por cantos tradicionais, faixas e discursos em defesa da floresta, dos rios e da vida.

O decreto previa estudos para concessões e possível exploração de hidrovias amazônicas pela iniciativa privada. Para os manifestantes, a medida representava risco direto à fauna, à flora e aos modos de vida de comunidades tradicionais, ribeirinhas e indígenas. A decisão do governo federal de revogar o texto foi considerada acertada e entendida como resultado direto da mobilização popular.

GUARDIÕES DA FLORESTA LEVANTAM A VOZ

Lideranças indígenas, reconhecidas como guardiões da floresta, fizeram pronunciamentos firmes em defesa da natureza e contra o que classificaram como “devastação promovida por um capitalismo sem limites”. Segundo eles, a busca incessante pelo lucro tem sugado as riquezas naturais, poluído rios, ameaçado espécies e colocado o dinheiro acima da vida.

Durante o ato, representantes de diferentes etnias ressaltaram que os impactos ambientais não são abstratos. Eles atingem diretamente comunidades ribeirinhas, pescadores, agricultores, atingidos por barragens e povos tradicionais. “Chega de devastação, chega de destruição”, ecoava entre os participantes.

Os discursos também relacionaram a pauta ambiental às recentes tragédias climáticas em diversas regiões do Brasil. Para os manifestantes, enchentes e eventos extremos são respostas da própria natureza diante da exploração desenfreada dos recursos naturais.

MOBILIZAÇÃO AMPLA E APOIO DE ENTIDADES

A manifestação contou com o apoio de diversas entidades sindicais, estudantis e movimentos sociais, entre elas a Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), a Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Sindicato dos Professores no Estado de Rondônia (SINPROF/RO), o Partido Operário Revolucionário (POR), além de representantes da Universidade Federal de Rondônia (UNIR).

A presença dessas organizações reforçou o caráter plural da mobilização, que uniu trabalhadores urbanos, servidores públicos, estudantes, agricultores e movimentos populares em torno da defesa da Amazônia.

JUSTIÇA SOCIAL E PRESERVAÇÃO CAMINHAM JUNTAS

A manifestação destacou que a defesa da Amazônia não é apenas uma pauta ambiental, mas também uma questão de justiça social. Segundo a liderança indígena Adriano Karipuna, não há como falar em desenvolvimento quando comunidades são ameaçadas e ecossistemas destruídos. “Queremos um Brasil com justiça social, onde a vida esteja acima da ganância”, afirmou Adriano Karupuna.

SECRETÁRIO GERAL DO  SINPROF/RO#  Professor Joelson Queiroz e Adriano Karipuna 

O tom predominante foi de vigilância e continuidade da luta. Embora reconheçam a revogação do decreto como uma vitória, os movimentos deixaram claro que permanecerão organizados para enfrentar qualquer iniciativa que considerem prejudicial à floresta.

ENTRE O DESENVOLVIMENTO E A PRESERVAÇÃO

O debate sobre infraestrutura e exploração econômica na Amazônia segue sensível e complexo. De um lado, setores empresariais defendem investimentos como caminho para geração de emprego e crescimento. De outro, povos tradicionais e ambientalistas alertam para impactos irreversíveis e para a necessidade de um modelo sustentável.

Em Porto Velho, ao menos neste momento, a mensagem foi clara: desenvolvimento não pode significar destruição. Proteger a floresta é proteger vidas humanas e DEMAIS HABITANTES DA FLORESTA E DOS RIOS garantindo esperança às futuras gerações.


A luta continua e não pode parar 

Diretoria do SINPROF/RO presente ao movimento.

Vice-presidente da CTB/RO Professor Joelson Queiroz junto com a liderança  Adriano Karipuna.





A força da mulher  indígena presente ao movimento.

Presidente do SINPROF/RO Elessandra Reis e o Vice-presidente da CTB/RO Professor Joelson Queiroz



Professor Joelson Chaves de Queiroz
Acadêmico de Jornalismo

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